RESENHA: CEM ANOS DE SOLIDÃO, DE GABRIEL GARCIA MARQUEZ

cem anos de solidão

Tem certos livros (Cem Anos de Solidão) e autores que são diferenciados, parecem que já nascem com a garantia de fazerem sucesso, brilharem e se tornarem imortais. Não é fácil atingir este status, muitos tentam, batalham, suam para isso, mas poucos conseguem a honraria de entrarem para o Olimpo dos Deuses Literários e deixarem o seu nome para sempre gravados na História.

Gabriel Garcia Marquez, é um destes “deuses” da Literatura. Este colombiano de fala mansa, mas de opiniões fortes, contundentes e, em alguns casos, controversas, é o autor de um dos melhores livros já publicados na História da Literatura: Cem Anos de Solidão.

Reconhecida como a melhor obra de Gabriel Garcia Marquez, Cem anos de Solidão conta a história da fictícia cidade colombiana de Macondo e da ascensão e queda de seus fundadores, a família Buendia. Contada por meio de instigantes entrelaçamentos temporais (o que pode confundir um pouco leitores menos experientes), os personagens herdam o nome uns dos outros e o estado de espírito da família, criando padrões que se repetem. De intrépido e carismático o fundador de uma cidade, o poderoso José Arcádio Buendia se transforma em um louco. Macondo enfrenta pragas de insônia, guerras e chuva. Mistérios surgem do nada. Essa saga encantadoramente colorida também funciona como uma metáfora política e social (o que é um mote nas obras de Garcia Marquez), às vezes surreal demais para ser plausível e às vezes mais real que qualquer realismo convencional.
gabriel garcia marquezObra característica do chamado realismo mágico, a estrutura do livro incorpora algo de estranho, fantástico e inacreditável. Talvez o maior exemplo sócio-político seja o suposto massacre, pelo Exército, de milhares de trabalhadores em greve, cujos corpos parecem ter sido colocados em trens de carga antes de serem jogados no mar. Em meio à cortina de fumaça da versão oficial, o massacre se torna um pesadelo perdido na névoa da lei marcial. A história verdadeira dos desaparecidos assume uma realidade mais estranha do que a ficção tradicional e exige que a verdade seja contada pela literatura. Embora o romance possa ser lido como uma história alternativa e extraoficial, a narrativa também traz, em primeiro plano, sensualidade, amor, intimidade e vários tipos de privações. Imagine a graça e o mistério de “As Mil e Uma Noites” e “Dom Quixote” contados por um narrador capaz de se metamorfosear de Gregor Samsa (personagem de “A Metamorfose, de Franz Kafka) e vice-versa, em um mesmo parágrafo. 

Para finalizar e resumir a obra “Cem Anos de Solidão“, nada mais é do que um simples e comovente relato sobre a solidão.

E então, gostou da resenha? Já leu este livro ou alguma outra obra de Gabriel Garcia Marquez?

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Um abraço e boas leituras!!!

Wellington Ferreira, é um vendedor de livros extremamente apaixonado pelo que faz. Não consegue se imaginar mais vivendo longe deles. Além disso, é blogueiro nas horas vagas e corinthiano fanático (e dos loucos) em período integral. Atualmente trabalha como consultor de vendas em uma distribuidora de livros e presta assessoria de mídias sociais para empresas. Interessados, é só entrar em contato.

10 comentários

  1. A grandeza deste livro fez-me acordar sobre a realidade da minha terra, olhar para ela com olhos de ver, foi o relógio de despertador , este livro também escrito e cheio de uma ficção que parece uma pura realidade, faz com que nós sejamos melhores observadores da realidade aonde estamos inseridos, de Garcia Marquez li 1600 paginas incluindo sua bibiografia de uma leitura completamente fascinante, quem ler Garcia Marquez , aprende muito , pricipalmente alegria de viver.

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    1. Olá Angelo!

      Penso da mesma forma, esta obra é única na História da Literatura Mundial.

      Abraços!

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  2. Esta maravilhosa obra de Gabriel Garcia Marquez será tema do próximo Café Literário promovido pela FEBF-UERJ, em Duque de Caxias, no dia 28 de junho, às 18:30h. É uma boa oportunidade de conhecer a obra do autor colombiano e se deliciar com a mágica estória da cidade imaginária Macondo e seus perssonagens fundadores os Buendia.

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  3. Maria Melo18 abril 2014 às 16:03

    Nesse livro eu logo percebi a diferença entre escrever e escrever com arte. Encantar com as palavras.

    Wellington, gostei da sua resenha! Limpa e essencial.

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    1. Obrigado Maria.

      Abraços!

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  4. Concordo amigo, Garcia Márquez é gênio!

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