RESENHA: REPARAÇÃO, DE IAN MCEWAN

Comprei este livro em 2008, quando ainda trabalhava na Livraria Cultura. O adquiri por indicação de um amigo que é apaixonado pelos livros do Ian McEwan e insistiu muito comigo para que lesse algo dele. De tanto ele insistir, acabei comprando “Reparação“, no entanto, como tantos outros livros, o deixei encostado na estante. Esta semana, procurando algo diferente para ler no ônibus, meus olhos deram de encontro com ele, senti que era o momento e resolvi apostar na sua leitura. Sábia decisão. O livro, apesar de começar meio cansativo e com uma descrição prolixa de alguns fatos e cenas, depois que engrena, você não consegue mais parar de ler. Leia a resenha e veja se concorda comigo.

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A primeira parte de Reparação começa no verão de 1935, quando Briony Tallis, aos 13 anos, tenta dirigir os três primos numa peça por ela escrita para comemorar a chegada de seu adorado irmão mais velho Leon. A vida das crianças deveria ser algo idílico naquele cenário de classe média alta do entre-guerras, mas os acontecimentos da vida real  logo atraem Briony mais do que sua peça de teatro.
Ela testemunha um momento de tensão sexual entre sua irmã mais velha, Cecília, e Robbie Turner, filho da governanta, cuja educação é financiada pelo pai de Cecília. Achando que ele obrigou Cecília a uma relação sexual e, depois, interceptando uma carta que Robbie envia a Cecília declarando sua luxúria, Briony conclui que ele é um monstro maligno.
Quando sua prima Lola é misteriosamente atacada, Briony equivocadamente acusa Robbie, que é preso. Cecilia, devastada pelo confinamento do seu amor e sem nunca deixar de acreditar nele, sai de casa para se tornar enfermeira em Londres, recusando-se a falar com a irmã.
A segunda parte do romance acompanha Robbie, cinco anos mais tarde, então no Exército, exposto aos homens e sofrimentos da retirada de Dunquerque. Na terceira e última parte, Briony vira uma enfermeira de guerra em Londres e começa a enfrentar a culpa que sente pelo que fez a Robbie e Cecília, agora finalmente juntos.
No epílogo, McEwan pinta Briony como uma romancista velha avaliando seu passado real e fictício e lançando uma dúvida sobre a veracidade de suas histórias, o que levanta a questão da luta do escritor para controlar a reação de seus leitores. Esse não é apenas um romance sobre amor, confiança, redenção e guerra; é também um livro sobre prazeres, dor e o desafio de escrever, o peso da culpa e, acima de tudo, sobre o perigo das suposições. 
Moral da história: “Nunca acuse ninguém de algo, se não tiver 100% de certeza do que está fazendo, pois caso você perceba que errou e se arrependa, pode ser tarde demais para reparar o erro e pedir desculpas”.
E você caro leitor, já leu este livro? Já passou por uma situação parecida?
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Um abraço e boas leituras!!!

Wellington Ferreira, é um vendedor de livros extremamente apaixonado pelo que faz. Não consegue se imaginar mais vivendo longe deles. Além disso, é blogueiro nas horas vagas e corinthiano fanático (e dos loucos) em período integral. Atualmente trabalha como consultor de vendas em uma distribuidora de livros e presta assessoria de mídias sociais para empresas. Interessados, é só entrar em contato.

3 comentários

  1. Eu gostei bastante do enredo, mas não entendi o porquê desta divisão em partes… Ao meu ver, deixou a história quase sem nexo!
    E mesmo que na vida real, isso não aconteça, em um livro desses, o leitor, pelo menos eu, espera que os personagens tenham a segunda chance, a oportunidade de perdoar e ser perdoado.
    Mas, enfim, Wellington, você gostou ou não de Ian McEwan? Já se considera um fã de carteirinha?

    Abração.
    Jonathan Henrique

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  2. Grande Jonathan!

    Esta divisão em partes é um recurso estilístico utilizado por alguns autores (e em algumas situações), quando querem dar uma encurtada na narrativa. No caso deste livro, o autor julgou desnecessário narrar, ou falar sobre o período que Robbie ficou na prisão. A segunda parte da história já começa com ele no exército. No entanto, esta técnica tem que ser utilizada com moderação, cautela e habilidade, pois pode deixar o leitor meio desconectado dos fatos. Quem era “fera” na utilização deste recurso, era o Sidney Sheldon e Charles Bukowski. Hoje quem utiliza esta técnica com muita habilidade é o Philip Roth.

    Se gostei do livro? Mais ou menos. Preciso ler outras obras deste autor para poder entendê-lo um pouco mais e pegar apreço pelas suas obras.

    Obrigado,

    Wellington Ferreira

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